Ninguém gosta de refletir sobre o fim das coisas. Seja dinheiro, namoros, doces, fins de semana, shows, faculdade, e a própria vida. Tudo chega ao fim, e lidar com isso é ter que adimitir (mesmo que forçadamente) que podemos tentar de tudo, mas nada altera o prazo de validade das coisas. Podemos até maquiar as datas, reformar aqui e alí, porém uma hora apodrece. E convenhamos, se refestelar na carniça é coisa de cachorro-sarnento-fedido-atropelado-com-fome-abandonado-na-rua-sem-amor-próprio.Já falei sobre o fim algumas vezes por aqui. É como bater papo com um psicólogo (que são vocês, leitores) para me preparar ou acostumar com o fim de alguma coisa. E desta vez não é diferente. Há dois meses pelo menos estou me preparando para um fim que virá apenas em 2012, mas que só de pensar, já me dá um aperto no peito.
Parece que quando o fim é espontâneo ou é dado por alguém (como o fim dos filmes ou o fim de um minuto cedido pelo universo) fica muito mais fácil de lidar. Dessa vez, eu mesmo terei que dar um fim. Fiquem calmos, não vou me matar apesar de ter a sensação de que um pedaço de mim vai embora.
Não vou dar maiores detalhes agora, até porquê este blog não é um diário onde exponho minhas aflições e receios com frequencia. A intenção deste post é compartilhar com vocês a ideia de que se preparar para o fim das coisas facilita muito o processo de "desapego" seja lá do que for. É um processo longo, mas que funciona. Na verdade ainda não tenho certeza se funciona ou não, mas não custa ser otimista.
Desculpem pelo "desabafo". #ofimestápróximo




















Muitos fins nessa minha vida.
Tô gostando não (y)
O fim da minha pobreza, que é bom, não chega!
Vida bandida.
O fim do meu salário é o que me deixa mais preocupado !!!
Desculpa a demora para comentar, mas eu tardo mas não falho. ;D
Então, também tenho uma imensa dificuldade em me desapegar das coisas, principalmente de algumas pessoas que eu acabo gostando, acho ser recíproco e no final, dou com a #CaraNaPoeira!! É um risco que a gente corre, especialmente quando estamos falando de amor, que rima com dor, sempre!
Quando você renuncia, as coisas tornam-se menos difíceis de lidar, mas isto pode variar demais. Algumas vezes, a gente pensa que a tal coisa vai nos fazer uma falta enorme e que vai levar um bom tempo para conviver com isso... mas daí o tempo passa e você vê que o que você deixou de lado nada mais era do que um fardo pesado. Quando eu saí do meu antigo emprego (fui demitido), fiquei todo depressivo e me achando um lixo humano enquanto estive desempregado. Depois vi que o ditado "há males que vem para o bem" se encaixou como uma luva no meu caso, pois só assim pude ver que eu estava no esgoto dançando com os ratos e nem me dava conta disso.
Mas o que quer que seja que te aflija, lembre-se de que, por mais que algo possa te sufocar, isto não vai durar para sempre, que passa e você sobrevive. Você vai aprender a morrer para aprender a ressuscitar. A vida é bem sádica mesmo, pois muitas vezes vai nos impor dor para adquirirmos coragem e sabedoria.
Bem, aquilo que eu escrevi ali em cima no comentário continua fazendo muito sentido pra mim porque tenho passado por aquela fase então, acabou sendo também uma auto-reflexão pra mim. No post que vou lançar este domingo, vou usar partes do que eu disse e alguns pensamentos meus pro meu texto, que você já está convidado.
Sobre "Quedas de julho", aquele post era muito pessoal e achei que pouca gente ia conseguir "pegar" o que eu estava dizendo, e só uma amiga minha que ficou sabendo o que eu queria dizer com aquilo porque eu expliquei e tudo mais. Falava sobre eu me apaixonar em julho. Aconteceu este ano e ano passado. O "queda" seria aquela queda que se tem por alguém (o "FALL in love with" do inglês, que também significa outono, por isso que eu cito as estações do ano). Hehehe. Acho que agora ficou mais claro e você está convidado a dar uma visitada lá no Cão.
Abraço